sábado, 8 de outubro de 2011

PARFOR - UEL

PERGUNTAS MAIS FREQUENTES

1) Quando é o início das aulas para os alunos do curso de pedagogia - oferta especial ?
Ainda não temos a data confirmada. Dependemos de alguns procedimentos internos da CAPES/UAB.

2) Qual o endereço do polo de Curitiba?
Todos os alunos de Curitiba e Região Metropolitana, estarão inscritos no polo de Colombo e serão atendidos , segundo a SEED, no Colégio Estadual do Paraná e no Instituto Federal do Paraná (IFPR).

3) As aulas serão em quais dias da semana?
As aulas teóricas e práticas serão aos sábados.

4) Meu nome não aparece em nenhuma lista divulgada até o momento? Ainda pode ser incluído pela UEL.
A elaboração da lista inicial (aptos a participar do processo) foi de responsabilidade da SEED. Não podemos incluir nenhum nome.

5) A lista dos pré-matriculados é dos candidatos já aceitos?
Não. A lista dos pré-matriculados é dos candidatos que realizaram a primeira etapa do processo de matrícula. Após a conferência e análise dos documentos será divulgada a lista das matriculas deferidas e indeferidas.

6) Já requisitei a mudança de polo mais não tive retorno. O que está acontecendo?
Os pedidos de mudanças de polo só serão analisados após o deferimento da matrícula.

GOVERNO FEDERAL OFERECE VERBAS DO PAC PARA CRECHES EM CURITIBA

O governo federal vai liberar recursos para a construção de creches por meio do Programa de Aceleração do Crescimento 2 (PAC 2). O plano de ampliação da rede de creches e pré-escolas foi anunciado pela presidente Dilma Rousseff na semana passada. Dezesseis municípios da Grande Curitiba foram pré-selecionadas e poderão construir, juntas, 99 unidades.
Curitiba está habilitada a ter 49 deste total. Porém, até o anúncio, a Prefeitura de Curitiba não havia pré-habilitado nenhum projeto de nova creche por meio do PAC 2. E o prazo para isso agora é de apenas 30 dias.
A pré-habilitação estava aberta já antes do anúncio da presidente. A quantidade de unidades para cada municípios vem de um estudo do Ministério da Educação. Segundo esse levantamento - que não leva em conta as crianças entre 0 e 6 anos na rede particular - Curitiba teria um déficit de 148 creches.
Mesmo que o número de unidades em falta não seja o do levantamento do MEC, ainda assim existe uma demanda reprimida na Capital. Por isso causou estranheza o fato de Curitiba não ter apresentado sua pré-habilitação até o momento."Uma das alegações é que o modelo das creches do município seriam diferentes do proposto pelo MEC. Mas depende dele (o prefeito Luciano Ducci).
Os recursos estão ai,e precisam ser usados", disse o deputado federal André Vargas (PT-PR), que tem enviado expediente aos municípios alertando que devem demonstrar interesse imediatamente, se cadastrar junto ao MEC e já procurar pelos terrenos para a implantação das creches.
Projeto pronto - As creches do PAC 2 já vem com projeto arquitetônico aprovado - são pelo menos dois modelos, um para 240 alunos e outro para 120. Ainda há um projeto em que, dependendo da demanda da prefeitura, a obra possa aumentar de tamanho. As prefeituras que aderirem ao programa precisam apenas oferecer o terreno. o MEC libera metade dos recursos logo no início das obras. Serão investidos cerca de R$ 1,1 milhão em cada unidade.
O deputado André Vargas insiste que a execução da obra depende das prefeituras agilizarem seus cadastros e a habilitações dentro do sistema do MEC para que os recursos sejam liberados. E devem fazer isso o quanto antes. O prazo de 30 dias para a habilitação pode até ser ampliado, mas não se deve esperar por isso com o risco de perder um investimento que está muito à mão, já que o projeto está disponível para todas as prefeituras.

sábado, 6 de agosto de 2011

CRECHES COMUNITÁRIAS EM CURITIBA


Os Centros de Educação Infantil Conveniados são instituições filantrópicas ou
comunitárias para o atendimento da criança de zero a cinco anos de idade, sendo assim denominados pela Secretaria Municipal de Educação de Curitiba. Foram “integrados à Rede Oficial do Município, a partir de 1984”, gradativamente, com a implantação do Programa Creche (1983), dentro do plano de desfavelamento e reposicionamento das famílias para conjuntos habitacionais na periferia da cidade. (CURITIBA, 2006, v.1, p. 22).
De acordo com esta mesma fonte, a necessidade de atendimento às crianças em idade pré-escolar já havia sido mencionada nos quatro Planos de Ação da Rede Municipal de Ensino, referentes aos anos de 1968, 1975, 1980 e 1983. O Plano Educacional de 1968, elaborado pelo Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (IPPUC), registrava que apenas uma pequena parcela da população residente em regiões mais centrais da cidade recebia atendimento pré-escolar.
Naquele período, a Educação Infantil, considerada preparatória para o Ensino
Fundamental, baseava-se em atividades de brincadeiras, no desenvolvimento de habilidades de coordenação motora e na aprendizagem de hábitos e atitudes (Ibid., p.3). Já no Plano Educacional de 1975 apresentou-se um caráter educacional estruturado em uma concepção da criança “vir a ser”, preocupando-se com as carências que poderiam reter a criança na primeira série, visando o treino de habilidades e atitudes e exercícios de coordenação motora. Portanto, com caráter compensatório. No entanto, as Políticas Públicas para Educação Infantil no município se desenvolveram, verificando-se a construção de creches e o investimento na formação de professores/educadores, a indicação de pedagogos concursados para os cargos de direção, exemplos de uma busca pela consecução de políticas educacionais e pela melhoria nas estruturas físicas destinadas ao atendimento das instituições públicas.
Nas Diretrizes Curriculares do Município de Curitiba (CURITIBA, 2006) se anuncia que o atendimento à criança de zero a seis anos nas creches da vizinhança acontecia em espaços domiciliares sob cuidados de pessoas da própria comunidade. Eram espaços que procuravam substituir a atenção da mãe aos filhos e as liberavam para o trabalho remunerado nas comunidades onde tinham grandes dificuldades socioeconômicas
e o elevado número de crianças na composição familiar. (CURITIBA, 2006, v. 2, p.4).
Apesar das Diretrizes não detalharem esse processo de transformação, induz-se ao
entendimento de que as creches da vizinhança na sua maioria são os Centros de Educação Infantil (CEIs) – Conveniados de hoje. Fica localizada na década de 1990 uma proposta de atendimento à criança nas creches, pela extinta Secretaria Municipal da Criança, buscando ampliar o atendimento municipal efetivando “convênios de cooperação técnico–financeira com entidades não governamentais filantrópicas mantenedoras de creches denominadas comunitárias, pioneiras no atendimento à criança em regime de creche em Curitiba” (Ibid., p.4).
As mantenedoras dos CEIs Conveniados são, na sua maioria, associações
comunitárias, filantrópicas e congregações religiosas, que buscam no poder público uma parceira financeira que as auxilie, prioritariamente, na folha de pagamentos, na compra de alimentos e materiais de limpeza, no pagamento das contas de luz e água, entre outros. A aplicação dos recursos financeiros recebidos da Prefeitura Municipal de Curitiba varia de acordo com as condições de cada entidade. Muitas são modestas, principalmente as de ordem comunitária. Nesta contextualização histórica fica evidenciada uma característica no que se refere ao atendimento à criança pequena no município, indicada pela afiliação, em diferentes momentos, à Assistência Social ou à Educação:
Nos últimos vinte e oito anos, o atendimento e a educação das crianças com idade
entre zero e seis anos da rede pública em Curitiba foram pensados e organizados
por duas estruturas da Prefeitura Municipal de Curitiba: uma ligada à área da
Assistência, e outra, à área da Educação. Assim, a história aqui contada vai entrelaçando ações desenvolvidas por essas duas instâncias, que culminaram, em
abril de 2003, com a integração dos Centros Municipais de Educação Infantil à
Secretaria Municipal da Educação. (CURITIBA, 2006, v. 2, p. 6).
Desse modo, as políticas públicas de atendimento a criança de zero a seis anos
foram orientando gradativamente as instituições da rede municipal oficial e também os CEIs Conveniados, em concordância com a Lei de Diretrizes e Bases 9394/96.
Especificamente, desde o segundo semestre de 2004 os CEIs Conveniados recebem o
acompanhamento e a orientação pedagógica da Secretaria Municipal de Educação (Ibid.).
Este movimento de institucionalização do atendimento às crianças em Curitiba pode ser
compreendido no cenário mais amplo de expansão do sistema educacional de atendimento à infância no país, como resposta à legislação exarada e aos indicadores postos pelos
documentos internacionais tratando da questão:
As creches comunitárias, no Brasil, foram incentivadas pelo UNICEF, a partir de
1979. A expansão deu-se na década de 1980, com os movimentos sociais
(associações de moradores, grupos de luta contra a carestia, etc.). Atendendo ao
dispositivo legal, passaram a ser assumidas pelas secretarias municipais de
educação em 2002. (KRAMER, 2006, p.805).

Créditos desta postagem para: Elisabet Ristow

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

A IMPORTÂNCIA DA EDUCAÇÃO INFANTIL NO CONTEXTO EDUCACIONAL E SOCIAL

Objetivos
Demonstrar a importância dos primeiros anos de vida para o desenvolvimento da
criança na formação das estruturas cognitivas para a aprendizagem e a capacidade de
continuar aprendendo baseado em dados recentes das ciências do desenvolvimento infantil.
Justificativa
Quero demonstrar neste artigo através da pesquisa e de estudos feitos a partir de
experiências confirmadas por diversos estudiosos nesta área e que nos não suporte teórico para entendermos melhor o que acontece com o ser humano nesta fase da vida.
A Educação Infantil – primeira etapa da Educação Básica – tem como finalidade o
desenvolvimento integral da criança até os seus seis anos de idade, em seus aspectos físicos, psicológicos, intelectual e social.
A Instituição de Educação Infantil deve tornar acessível a todas as crianças que a
freqüentam, indiscriminadamente, elementos da cultura que enriquecem o seu
desenvolvimento e inserção social.
As crianças com idade de zero a seis anos têm características e necessidades
diferenciadas das demais idades e é neste sentido que temos que nos preocupar.
No entanto, vivemos em um momento de discussão e divergências no que tange a
esta fase da Educação Básica.

A importância da educação infantil no contexto educacional e social
A Educação Infantil no nosso país vem a mais de uma década expandindo-se e
ganhando expressão.
Isto se dá em vista de muitas discussões, integrações e interpretações de novas
definições legais sobre a Educação Infantil, falamos aqui da Constituição Federal de 1988, Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional 9394/96, Estatuto da Criança e Adolescente de 1990 e a Lei Orgânica da Assistência Social de 1993.
Estas leis estabelecem e garantem a toda criança de zero a seis anos de idade o
direito a Educação Infantil em creches e pré-escolas.
A Constituição de 1980 doutrina a criança como sujeito de direito, legaliza e define
que os pais, a sociedade e o poder público têm que respeitar e garantir os direitos das crianças definidos no artigo 227 que diz:
É dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança e ao
adolescente, com absoluta prioridade, o direito à vida, à saúde, à
alimentação, à educação, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à
dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária,
além de colocá-los a salvo de toda a forma de negligência, discriminação,
exploração, violência e opressão.
Isto posto, nem o poder público nem sociedade civil podem tratar a criança como
bem entenderem, mas sim como cidadão em desenvolvimento.
A Constituição Federal ainda define que trabalhadores (homens e mulheres) têm
direito à assistência gratuita aos filhos e dependentes desde o nascimento até os seis anos de idade em creches e pré-escolas (art. 7°/XXV) e, em seu artigo 208, inciso IV, o dever do Estado com a educação será efetivada mediante a garantia de “atendimento em creches e pré-escolas às crianças de zero a seis anos de idade”.
Isto significa que o ingresso de crianças em creches e pré-escolas é um direito da
criança e também de seus pais e deve ser em instituições de caráter educacional e não
assistencial como vimos muitas vezes.
O Estatuto da Criança e do Adolescente, lei federal n° 8.069/1990 (ECA) explicita
muito bem cada um dos direitos da criança e do adolescente bem como os princípios
norteadores às políticas de atendimento. Determina a criação dos Conselhos da Criança e do Adolescente e dos Conselhos Tutelares.
O Conselho dos Direitos da Criança e do Adolescente devem traçar as diretrizes
políticas e o Conselho Tutelar deve zelar pelo respeito aos direitos das crianças e dos adolescentes, entre outros o direito à educação, que para a criança entre zero e seis anos incluirá o direito a creche e pré - escola.

OS CRÉDITOS DESTA POSTAGEM SÃO DE: EIBEL, Maria Irene Reginatto

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

IESDE VIZIVALI

Inscrição de curso para convalidar CNS Vizivali/Iesde começa em 23 de setembro
Em nota oficial, divulgada na última terça-feira, dia 14, a Secretaria de Estado da Educação comunica que as inscrições para o curso de pedagogia, que servirá para convalidar os estudos do CNS da Vizivali/Iesde, serão abertas no próximo dia 23 de setembro.

sábado, 4 de setembro de 2010

FERIADO

VOLTAREMOS NO DIA 08/09

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

MUSICALIZAÇÃO PARA BEBÊS


MUSICALIZAÇÃO PARA BEBÊS

A educação musical é um processo de construção do conhecimento através da qual aprende-se a ouvir, escutar, perceber, descobrir, imitar, explorar, expressar, criar, sentir e apreciar música. Na edição passada descrevi exemplos e sugestões de como estimular os bebês musicalmente e da sua importância em cada fase.

Mas o que acontece nas aulas de musicalização para bebês?

As aulas geralmente são em grupo (para estimular a socialização). A criança aprende por observação, imitação e experimentações. É sempre acompanhada por um adulto responsável (mãe, pai, avó, tia), pelo menos até completar um ano e seis meses a dois anos, que participa da aula, junto com o bebê. O ambiente é sempre alegre, espontâneo e descontraído. A duração média é de 30 minutos. O grupo senta-se em círculo no chão, onde são realizadas as atividades.


Trabalha-se nessa fase, principalmente a percepção sensorial e motora, a linguagem gestual, a construção do esquema corporal, a socialização, a movimentação natural ( andar, correr, saltar), a formação de repertório, a disciplina pessoal, a coordenação motora e posteriormente e consequentemente, a construção de conceitos de propriedades do som como forte e fraco, rápido e lento, timbres, noção de pulsação, grave e agudo.

Como?
Através da manipulação e exploração de objetos que produzam ruído, acompanhar uma música instrumental de boa qualidade, canções que estimulem a linguagem falada através de gestos, canções e danças que estimulem movimentos de marcha, saltos, palmas, brincadeiras de roda e audição de diferentes gêneros musicais(ritmos).

Exemplo de uma aula:
Cumprimento cantado: Bom dia, crianças, bom dia, ...(o nome do aluno), cantado com intervalo de 3a. menor ( sol-mi );

Oferecer objetos que produzam ruído como tubos de filme, potes de yogurte, colheres, para livre exploração;

Uma canção como "o relógio"ou "sapateiro" para desenvolver a noção de pulsação, onde os bebês acompanham a música livremente, com palmas ou com os objetos oferecidos na atividade anterior;

Uma canção que estimule a movimentação corporal, como: "Serra serra serrador";

Uma canção que estimule a linguagem oral: "Eu vi, eu vi, eu vi um jacaré será que ele queria pegar o meu pé...";

Uma canção que estimule a linguagem gestual: "Cai, cai, balão";

Marchas, cirandas e brincadeiras musicais: "Marcha soldado", "Ciranda, cirandinha";

Música instrumental para ser acompanhada livremente por instrumentos de percussão;

Relaxamento: canções de ninar;

Canção de despedida.


Além de recursos visuais como: cartazes e brinquedos ( bonecas de pano, bolas, cavalinhos de pau, bichos de pelúcia).

O importante é adaptar as várias metodologias existentes de acordo com cada realidade, dos diferentes grupos, tendo a consciência de que cada criança é um indivíduo com necessidades e características próprias, aumentando o vínculo afetivo entre pais e filhos, criando uma nova forma de educar, resgatando valores. Humanizar é preciso. Através da linguagem mais universal e democrática que existe: a música!

"A música é para todos." Zoltan Kodàly ( Hungria)
"Não basta saber tocar sonatas de Beethoven ou rapsódias de Liszt para poder ensinar música às crianças. Se trata, pois, de algo distinto:penetrar na natureza íntima da música e compreender seu rico conteúdo humano."
"A palavra musicalização tem um sentido bem mais amplo do que ensinar noções de leitura e escrita musical..."

sábado, 8 de maio de 2010

Era uma vez... um sonho...
















...o sonho de manter acesa a chama vibrante, intensa e colorida da infância. Um tempo marcado pelo encantamento da atmosférica onírica que rege a primeira e mais importante fase de nossas vidas.Uma época singular,rica pessoal e intransferível..."


"Pedagogia do Amor"

Gabriel Chalita

quarta-feira, 21 de abril de 2010

ORGANIZAÇÃO DO ESPAÇO - CANTINHOS



A sala de aula de Educação Infantil deve ser ampla e pode ser montada em um único ambiente ou em dois os três ambientes, por exemplo.

Deve ser reservado um espaço para a “rodinha”, onde são realizadas atividades do cotidiano como: chamada; calendário; contação de histórias; canto de músicas e outras.

A sala poderá conter os “cantinhos”: o cantinho da leitura, de matemática, das ciências, de historia e geografia, de artes, da psicomotricidade, da dramatização, por exemplo.

O cantinho da Leitura, incluindo livros de história de papel, de tecido, de plástico, e outros materiais; revistas em quadrinhos, por exemplo, e livros confeccionados pelos próprios alunos.

O cantinho de Matemática, incluindo jogos relativos à disciplina, como, por exemplo: Dominós; baralho; jogo da memória; ábacos; cuisinaire; material dourado; numerais em lixa e outros que poderão ser adquiridos ou confeccionados pelo próprio professor e pelos alunos. Poderá ser montado um minimercado com estantes incluindo embalagens vazias de produtos e uma “caixa registradora”.

O cantinho das Ciências, que poderá incluir livros referentes à disciplina; experiências realizadas pelos alunos como o plantio do feijão; um terrário; um aquário; por exemplo.

O cantinho de História e Geografia, que poderá incluir materiais como um quebra-cabeças do mapa do município onde os alunos residem e outro do Brasil; confeccionados pelo professor e pelos alunos, no caso do 3º Período, e uma maquete dos Planetas da Galáxia, incluindo o Planeta em que vivemos A Terra, utilizando bolas de isopor de tamanhos diversos para representarem os planetas.

O cantinho de Artes, incluindo, materiais necessários para os alunos realizarem atividades de artes, como, por exemplo: tinta guache, pintura a dedo, anilina dissolvida no álcool, massa de modelar, revistas para recorte, tesouras, cola, folhas brancas para desenho, lápis de cor, giz de cera, hidrocor e outros.

O cantinho da Psicomotricidade, que poderá conter materiais como tênis (de madeira) com cadarço para o aluno aprender a amarrar, telaios (material montessoriano) com botões, colchete, velcron ( para as crianças aprenderem a utilizá-los), tabuleiro de areia, materiais e jogos de encaixe, de “enfiagem”, como, por exemplo, ( para enfiar os macarrões ou contas no barbante para trabalhar a motricidade refinada das crianças).

O cantinho da Dramatização, que poderá incluir um espelho afixado de acordo com o tamanho das crianças, trajes dentro de um baú como, por exemplo, fantasias, acessórios como chapéus de mágico, de palhaço, enfim de diversos tipos, cachecóis, echarpes, bijouterias, estojo de maquiagem e outros. Poderá ser construído um pequeno tablado de madeira, onde as crianças poderão apresentar as dramatizações.

O mobiliário deverá ser adequado ao tamanho das crianças: mesas, cadeiras, estantes, gaveteiro (para guardar o material pessoal dos alunos: escova de dentes, creme dental, pente ou escova, avental e outros), cavalete de pintura e outros.

Concluindo, a sala de aula de Educação Infantil precisa muito mais do que decoração, ela deve ser um ambiente educativo, bonito, prazeroso, interessante e agradável, deve ser clara, arejada e deve conter “estímulos” apropriados ao desenvolvimento integral da criança. Enfim um lugar onde adultos e crianças sintam alegria interesse em permanecer nele por várias horas do dia.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

FÉRIAS....E AGORA O QUE FAZER COM AS CRIANÇAS!!!


Todos os anos quando chega as férias os pais entram em pane: e agora? O que fazer com as crianças?

E como são longas as férias de verão! Seus filhos já passaram uma temporada na casa dos avós, na praia e finalmente estão de volta, normalmente num apartamento onde não há espaço para brincadeiras, passando os dias inteiros entre videogames e destruições pela casa...
Surge então aquela velha dúvida: o que fazer para ocupá-los até o tão esperado início das aulas? Nas cidades há boas opções de cursos e atividades na capital. Segundo a orientação de psicólogos e pedagogos, apresentamos algumas sugestões para manter a garotada entretida e feliz.
O ideal é que os pais observem o comportamento dos filhos, e vejam em quais atividades eles se encaixariam ou identificariam e também é imprescindível que haja diálogo entre os pais e filhos para que juntos encontrem as melhores atividades, pois não seria aconselhável um pai colocar um filho muito tímido para fazer aulas de teatro se ele assim não concordasse.
As atividades mais indicadas para todas as idades são aquelas ligadas aos esportes, afinal a garotada precisa gastar energia!

Capoeira
Desenvolve habilidades motoras, destreza, equilíbrio, coordenação, ritmo e resistência.

Circo
Aulas sobre trapézios, malabaristas e cama elástica;para maiores de 7 anos aprende-se a andar com perna de pau e a fazer números aéreos;

Equitação
Dá noções de montaria, como exercícios de equilíbrio, galope e trote sentado.

Surfe
Acredite: dá para surfar na piscina; existem cursos que ensinam a subir na prancha, sentar, remar e se equilibrar nas ondas.

As atividades de iniciação musical e pequenos trabalhos manuais são bastante agradáveis e aumentam a auto-estima :

Flauta
Música (oficina de bandas e orquestras)
Pintura (oficinas de óleo sobre tela)
Poesia (oficinas de mímicas, dramatizações)
Teatro de máscaras
Culinária
Dobraduras
Jardinagem
Se preferir viajar com as crianças eis a seguir alguns conselhos básicos:
Procure roteiros que possam divertir vocês e seus filhos.
Convide um ou dois sobrinhos ou amigos para ir junto, porém tenha certeza que eles se dão bem ou o passeio pode virar um monte de brigas.
Leve agasalhos na bagagem de mão. O forte ar condicionado dos aviões pode acabar com as férias já no começo.
No ato da reserva já solicite à companhia aérea fraldas e papinhas para seu bebê e cardápios especiais para crianças.
Crianças pequenas e bebês necessitam de passaporte. É necessário ir a um dos postos de emissão com fotos 5x7 datadas (no caso do bebê é quase um retrato de corpo inteiro). Para retirar o documento devem estar presente os pais e o bebê.
As carteiras internacionais de estudantes são fornecidas no Brasil por agências como a Student Travel Bureau (fone -0110 870-0555) garantem um bom desconto em museus, cinemas e teatros assim como em passeios no exterior. Mas só é válido para menores de 25 anos.
Deixe sempre seus filhos menores com nome telefone e endereço do hotel e oriente-os como pedir ajuda. Combine sempre um ponto de encontro caso um se perca do outro.
Crianças também podem trazer do exterior objetos no valor de US500, além do US500 do free shop. Elas só não podem comprar bebidas alcoólicas.
Atenção aos passes com descontos para menores de 14 anos e até adultos, oferecidos pelos parques temáticos e de diversão no exterior.
Visitar museus é um programa para todas as idades e todas as famílias deveriam fazer. Cabem aos pais despertar o interesse e a curiosidade das crianças, discutindo por que tal museu foi criado e incentivando-os a procurar obras de um jeito lúdico. Mas atenção, nenhuma criança aguenta ficar mais de uma hora, principalmente sem pausas em lanchonetes.
Algumas dicas de Viagens no Brasil e no Exterior
Hopi Hari - São mais de 35 atrações dentro de um país imaginário, cuja obrigação única é dar diversão e alegria. Construído perto de Vinhedo, entre Campinas e São Paulo, o Hopi Hari é dividido em cinco regiões. Entre outros brinquedos, tem uma das maiores rodas-gigantes do país.Veja também um relato de um internauta que adorou o parque em nosso diário de bordo
Beto Carrero World -Um grande parque dividido em sete grandes áreas temáticas, misturando, de um jeito bem brasileiro, shows de circo com lutas medievais. E tem montanha russa , apresentações musicais, ilha de piratas e atrações de zoológico, entre outros brinquedos. Fica na praia da Armação em Santa Catarina, a 30 Km de Camburiu , movimentado balneário catarinense, e a 70 Km de Blumenau, cidades que vale a pena conhecer.O cenário é perfeito para crianças de 4 a 12 anos.
Parques de Orlando (Estados Unidos)
Mesmo quem já foi acaba voltando. São tantos parques que nem dá tempo de ver tudo e há novidade todos os anos. Tem o Epcort Center,Universal studios, Sea World, Disney... um paraiso ,principalmente para crianças que se desmancham pelo castelo da Cinderela. Também para os adolescentes que encontram nas montanhas-russas um excelente divertimento; e os adultos que viram crianças e acabam pedindo autógrafo até para o Mickey.
Havaí
Reúne atrações de todo o tipo, de montanhas nevadas a vulcões, de praias a locais de mergulho. Em Kauai, dá para passear pelos lugares que serviam de cenário para os filmes como "Caçadores da Arca perdida" e "Jurassic Park". Big Island tem um vulcão em atividade há quase 20 anos, o Kilauea, as montanhas com neve eterna no topo. Em Maui estão os melhores pontos de mergulho e o extinto vulcão Haleakala. E Oahu tem, além da capital, Honululu, a famosa Praia de Waikiki e as maiores ondas do mundo, nas praias da costa norte (de dezembro a março). Em todas as ilhas é uma delícia mergulhar, passear de helicóptero ou ir a um luau, com brincadeiras e danças polinésias.

Reportagem: Yoko Nakamura

domingo, 6 de dezembro de 2009

sábado, 5 de dezembro de 2009

O PERIGO DE CHACOALHAR OS BEBÊS


Entidades lançam campanha para conscientizar pais e babás sobre o perigo de chacoalhar as crianças
Greice Rodrigues

É comum um bebê chorar até três horas por dia. Afinal, essa é a única forma que ele tem para se comunicar – informar que está com sono, fome ou incomodado com o barulho, por exemplo. Mas no interior de muitos lares essa manifestação é rebatida por adultos com violentas sacudidas. Um ato condenável, que acontece com uma frequência muito maior do que se imagina. De tão recorrente virou alvo de um projeto internacional para preveni-lo. A campanha, que teve início na Austrália, já está em mais de 150 países e acaba de ser lançada no Brasil.

O objetivo é chamar a atenção de pais, babás, outros cuidadores, educadores e médicos para o problema e suas consequências. No meio científico, ele é chamado de síndrome do bebê sacudido. A violência pode provocar danos neurológicos, cegueira e até a morte do bebê. “Essa também é a causa mais comum de traumatismo craniano não acidental entre crianças menores de três anos”, afirma o psicoterapeuta João Figueiró, presidente do Instituto Zero a Seis, voltado para a promoção de ações em favor de crianças nesta faixa etária. A entidade e o Laboratório de Análise e Prevenção da Violência da Universidade Federal de São Carlos são os responsáveis pela campanha no Brasil.

Os prejuízos ocorrem principalmente porque, no primeiro ano de vida, o organismo do bebê está em pleno desenvolvimento. Os nervos e vasos sanguíneos são mais frágeis, por exemplo, assim como as estruturas do pescoço. Até os neurônios estão desprotegidos – a membrana que os recobre ainda está em construção. “Ao ser chacoalhado, o cérebro se desloca, já que tem volume menor do que a caixa craniana”, explica o terapeuta Figueiró. “E um dos resultados pode ser a ruptura de vasos e hemorragia intracraniana.”

Muitos médicos, no Brasil e no mundo todo, desconhecem a síndrome. “Por isso queremos divulgar mais informações a esses profissionais”, afirma a pediatra Evelyn Eisenstein, professora da Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Em relação às famílias, a campanha pretende orientar sobre formas de acalmar a criança durante as crises de choro. “A mãe que tem um vínculo forte com o filho protege. Queremos criar meios para fortalecer essa relação e evitar os maus-tratos”, diz a especialista.

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

VIZIVALI / IESDE - REGULAMENTO RETIRADA DOCUMENTOS

REGULAMENTO RETIRADA DOCUMENTOS
VIZIVALI / IESDE

A partir do dia 24 de novembro de 2009 a VIZIVALI estará efetuando a entrega dos documentos referentes ao Programa Especial de Capacitação - CNS. São eles:
Histórico segundo grau – somente os originais;
Histórico do Programa Especial
Monografias.

PROCEDIMENTO PARA A ENTREGA:
A entrega dos documentos será agendada por cidades onde havia pólos. Para o bom andamento da entrega é fundamental que seja respeitado o agendamento.
Para conferir o dia em que sua cidade fará a retirada dos documentos CLIQUE AQUI E CONSULTE A AGENDA RETIRADA DE DOCUMENTO.
Procure na agenda entre os dias 24 de novembro ao dia 17 de dezembro de 2009 qual o dia que foi reservado para a sua cidade/pólo retirar os documentos.
Em seguida organize com sua turma um procurador que se deslocará até Dois Vizinhos para retirar a documentação na VIZIVALI.
Por se tratar de um grande número de alunos não haverá condições de entrega individualizada e fora das datas agendadas.
Importante! O procurador somente poderá retirar a documentação se vier munido de uma PROCURAÇÃO em nome dos alunos. (modelo de procuração)
Na procuração deverá constar o nome completo do procurador, seu RG ou CPF e endereço completo e em seguida o nome dos alunos dos quais irá retirar a documentação devidamente assinada.
Um procurador poderá retir a documentação de várias turmas. Para não haver demora na entrega solicitamos que as procurações sejam separadas por turmas.
O procurador terá que assinar protocolo de entrega da documentação e se responsabilizará por ela após a retirada da VIZIVALI.
Havendo dúvidas sobre o agendamento ligar para: (46) 35362939.
Quando um procurador vier representando muitos alunos terá que vir com veículo adequado para levar as monografias que são pesadas e volumosas.
O atendimento na VIZIVALI será nos períodos da manhã e da tarde. Na parte da manhã os horários estarão limitados das 08:30 às 12:00 hrs e na parte da tarde das 14:00 as 18:00 hrs.
No período acima designado a documentação será entregue somente aos alunos que fizeram o recadastramento.

sábado, 21 de novembro de 2009

LEITURA E OS PEQUENINOS




A leitura não é apenas uma das ferramentas mais importantes para o estudo e o trabalho, é também um dos grandes prazeres da vida. Num mundo onde cada vez mais os meios de comunicação dominam o interesse das novas gerações, os pais freqüentemente se preocupam em criar nas crianças hábitos de leitura.
O ensino da leitura para crianças pequenas tem sido um tema polêmico. Alguns professores entendem que os ensinamentos domésticos podem interferir nos sistemas escolares. Sem dúvida, hoje está plenamente aceito o fato de que pais e professores dividem a responsabilidade pela educação. De maneira nenhuma se pretende que os pais cumpram a função dos professores, porque não têm a capacitação necessária para ensinar a seus filhos as técnicas básicas. O resultado poderia confundir a criança, que não saberia bem que instruções seguir e isso a faria sentir-se tensa e resistente à leitura. Temos que lembrar que a tensão e o nervosismo são inimigos da aprendizagem. Primeiro passo - Algumas crianças demostram resistência a leitura. Nesse caso, os pais devem investigar se existe alguma razão especial que motivou esse comportamento. A criança é inquieta demais e tem dificuldade para se concentrar? Rebela-se contra o que considera uma ampliação de suas tarefas escolares? Recebeu na escola a preparação necessária? Os pais demonstram suficiente interesse pela leitura? A criança resiste a ler qualquer livro ou demonstra interesse por algum tipo de leitura? A criança tem algum problema emocional? Determinar a origem do problema será o primeiro passo para resolvê-lo.

Os primeiros livros - É aconselhável dar ao pequeno leitor livros simples e curtos. As crianças que são resistentes à leitura costumam contar as páginas de um livro e desanimam ao pensar que a leitura pode lhes tomar muito tempo. Os livros ilustrados ajudam muito a atrair o interesse imediato da criança. Livros com pouco texto, de preferência com letras grandes, e uma grande quantidade de ilustrações são ideais para que as crianças se iniciem na leitura. Geralmente, as crianças preferem livros com poucas narrativas e muitos diálogos. Nesse sentido, os livros de aventura, em que há muita ação, são mais adequados. Algumas histórias de detetives são também muito indicadas porque se parecem com alguns programas de televisão familiares à criança.

Bibliotecas e feiras de livros - As bibliotecas desempenham um papel importante no interesse das crianças pela leitura. Em alguns países, as bibliotecas têm grandes seções dedicadas a literatura infantil, com móveis especialmente desenhados e estantes com altura adequada, permitindo que as crianças escolham livremente o livro que desejam. Em outros países, as bibliotecas não contam com as mesmas facilidades e dificilmente uma criança se sentirá motivada a ler. Apesar disso, é importante que as crianças saibam para que serve uma biblioteca e, se possível, que estejam inscritas numa biblioteca próxima de casa.

Com as livrarias acontece algo parecido. Existem muito poucas dedicadas à literatura infantil e as grandes livrarias, muito freqüentadas pelos adultos, têm uma seção muito pequena dedicada às crianças, ou simplesmente não têm nenhuma. No entanto, as feiras de livros infantis são bem aceitas pelo público. A visita a uma dessas feiras motivará a criança a estabelecer uma boa relação com os livros, que será mantida durante toda a sua vida. Oficinas e palestras costumam ser atrações especiais nesse tipo de feira que também expõem os catálogos completos das editoras que publicam livros infantis e das novidades editoriais neste campo.

É possível conseguir bons livros infantis em edições relativamente baratas. Pode-se comprar uma certa quantidade de livros em edições simples, ou comprar um número menor de livros em edições caras e primorosas. É impossível comprar todos livros que as crianças querem, mas é possível ensinar-lhes a escolher quais são os mais importantes e interessantes.

Ajude seu filho a formar sua própria biblioteca - É uma boa idéia estimular as crianças a formarem suas próprias bibliotecas - que podem ser compartilhadas com seus irmãos e amigos - e a colaborar, sempre que possível, com a biblioteca da escola. Comentar uma determinada leitura com outras crianças pode ser uma atividade interessante, da qual podem surgir novos interesses que levem, por sua vez, a novas leituras.

Alguns pais acham positivo ler os mesmos livros que seus filhos e comentá-los com eles. Isso não apenas estimula a criança a ler, como também estimula a comunicação entre pais e filhos.

Procure fazer com que a criança acumule experiências que a motivem a ler - Ajudar a criança a acumular experiências relacionadas à leitura a motivará a seguir em frente. Se, num programa de televisão, um livro famoso é mencionado, por exemplo, A pequena sereia, seria interessante dar-lhe de presente esse livro de Hans Christian Andersen.

Devemos nos lembrar que não existem apenas livros de literatura. É importante que a criança conheça, desde pequena, a variedade de gêneros disponíveis. Alguns livros de história para crianças (sobre os egípcios, os gregos e os romanos, por exemplo) podem ser muito didáticos - se elaborados com parágrafos curtos e muito bem ilustrados. O mesmo acontece com alguns livros sobre ciência, que incluem experiências ou atividades. Esse tipo de leitura pode despertar o interesse das crianças por assuntos antes desconhecidos e que podem ser aproveitados na escola.

Alguns livros de histórias sugerem aos pais atividades para serem desenvolvidas com os filhos quando terminar a leitura. Pode-se, por exemplo, fazer um passeio no qual a criança anote as formas que vê e as cores da natureza. Pode vir uma receita típica de algum país, alguma experiência científica simples etc. Tudo isso motivará a criança a ler mais, para depois dedicar-se às atividades relacionadas com as experiências que fez.

Leia para seu filho - A leitura em voz alta pode ser muito importante para motivar seu filho. Além disso, é uma oportunidade para que a criança saiba o que você considera benéfico ou importante. Pode-se ler com ela, por exemplo, uma versão do Dom Quixotepara crianças, histórias de aventuras ou lendas de sua cidade ou país. Qualquer assunto pode ser bom para que você e seu filho passem alguns momentos juntos. Talvez a hora mais adequada para ler para ele seja antes de deitar-se. É importante respeitar o horário escolhido para formar o hábito. Se houver filhos de várias idades, é uma boa idéia escolher livros sobre mitos e lendas, ou talvez algum livro de aventuras, como os de Júlio Verne. Embora seja aconselhável que os pais escolham os livros, não se deve forçar as crianças a lerem o que não querem. Algumas crianças, desde cedo, se sentem inclinadas a ler autores clássicos, embora em adaptações infantis, ao passo que outras resistem a esse tipo de livros. O importante é que a criança adquira o hábito da leitura. Deve-se respeitar a personalidade e os gostos da criança. Não é bom criticar as preferências das crianças em matéria de livros. É importante lembrar que nem todas as crianças têm o mesmo grau de maturidade, a mesma disposição ou o mesmo grau de sensibilidade e de interesses. Posteriormente, será mais fácil orientá-la para que aprecie uma boa leitura. É tarefa dos pais e professores fazer com que as crianças tenham, ao alcance da mão, livros de boa qualidade, de maneira que possam se acostumar à boa literatura. Uma vez que a criança tenha desenvolvido o interesse pela leitura, é pouco provável que o perca, especialmente se tiver adquirido desde cedo o hábito de ler. Embora desenvolva outros interesses e algumas vezes não tenha muito tempo para ler, cedo ou tarde a criança retomará o hábito da leitura.

É importante que os pais participem com as crianças e, principalmente, que lhes dêem o exemplo. As crianças cujos pais lêem certamente também o farão. Uma boa idéia é dar livros de presente no Natal e nos aniversários e possuir uma biblioteca aberta a todos os membros da família. Há uma grande diferença entre ler porque a leitura é obrigatória para o estudo e ler por prazer ou educação. É importante estimular a leitura na criança como uma experiência valiosa e prazerosa. Isso será uma grande fonte de satisfação tanto para as crianças quanto para os adultos que as acompanharem nesta aventura.

AGRESSIVIDADE NA CRIANÇA














Uma das grandes dificuldades dos pais,familiares e educadores é lidar com a agressividade da criança pequena.

Quando o bebê nasce, ele traz impulsos amorosos e agressivos, e a medida que vai sendo cuidado pelos pais, passa a construir vínculos afetivos e a desenvolver seu relacionamento interpessoal.

Essa fase é muito importante, porque assim, ele passa a conhecer o mundo à sua volta e a alicerçar sua personalidade. Sendo assim, é necessário que sinta-se cuidado e protegido.

Com o passar do tempo, a criança tem nos pais um modelo e então relacionam-se com outras pessoas assim como seus pais o fazem. Se têm um relacionamento calmo, é assim que a criança se comportará na maioria das vezes, e se têm um relacionamento mais conturbado, ela provavelmente seguirá esse modelo de comportamento.

O comportamento agressivo na criança é normal e deve ser vivenciado por ela. O grande problema é que ela não sabe como controlá-lo. Normalmente, acontece quando sente-se frustrada ou quando necessita mostrar aos pais que algo não vai bem. Muitas vezes a criança provoca um adulto para que ele possa intervir por ela e controle seu impulso agressivo, já que ela é pequena e não tem condições de fazer por sí própria. Por isso precisa de um "para com isso" ou "eu não quero que você faça". É como se ela pedisse para levar uma bronca. Nessa hora é como se o adulto emprestasse seu controle para a criança.

Assim como os pais a ensinam andar, falar etc... também devem ensinar a criança a controlar sua agressividade e aprender a hora certa de colocá-la para fóra. O importante é que os pais tenham bom senso tomando cuidado para que ela não seja terrorista ou submissa, ou seja, nem permitir tudo para a criança e nem devolver a agressividade dela com outra agressividade.

Educar crianças é uma tarefa difícil e requer trabalho, mas o que vale é tentar acertar, ter equilibrio e consenso entre os pais para que na educação da criança não ocorra falha de dupla comunicação. Se um dos pais permite tudo e o outro não permite nada, isso só confundirá a criança.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

VALORES E A CRIANÇA PEQUENA


A transmissão de valores é uma das preocupações que todo pai tem ao educar. Como fazer isso no dia-a-dia? Quais valores precisam ser passados? A escola pode ajudar? É natural que dúvidas acabem surgindo: o assunto é sério. Sem transmitir os valores humanos universais, não há como formar cidadãos éticos e preparados para viver em sociedade. Apesar de não existir respostas simples, é possível apontar caminhos a serem seguidos, com o objetivo de amenizar alguns problemas de comportamento enfrentados atualmente.

Indisciplina, rebeldia, birra infantil, envolvimento dos jovens com álcool e drogas e os insatisfatórios níveis de aprendizagem estão entre as reclamações mais comuns das famílias (e das escolas). A pergunta que fica é “como chegamos a esse ponto?”. Para o psicoterapeuta e consultor organizacional José Ernesto Bologna, a realidade de hoje é conseqüência das transformações que marcaram o século 20 - perda do papel da religião como fonte de moralidade, desestruturação da família e, também, nascimento de um novo status para o jovem, que passou a ser reconhecido como uma força social com vontade própria. “Ser jovem passou a ser um ideal para toda a sociedade, mesmo para os idosos”, afirma.

Muitos pais associam a Educação fincada na moral e nos valores com autoritarismo e acreditam ser um retrocesso ao conservadorismo. Educar para os valores é convidar alguém a acreditar naquilo que apreciamos, como, por exemplo, respeitar o próximo. Não há valor que se sustente sem bons exemplos. Não adianta os pais defenderem que a criança não pode agir como se ela fosse o centro do universo se eles próprios o fazem em seu dia-a-dia.

sábado, 14 de novembro de 2009

15 DICAS DE BRINQUEDOS ADEQUADOS




Apesar dos brinquedos desempenharem um papel importante na formação dos pequenos, também podem ser perigosos. Peças com bordas afiadas, feitas de materiais tóxicos e tamanhos inapropriados, por exemplo, oferecem riscos de corte, engasgamento, intoxicação, entre outros problemas.
"Quedas e engasgamento são os principais responsáveis pelos acidentes e mortes relacionados com brinquedos", afirma a ONG Criança Segura. A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) complementa que a garotada com até 3 anos tem tendência a colocar pequenos objetos na boca e é mais propensa a engoli-los ou sofrer engasgos e sufocação.

Como o melhor sempre é prevenir, acompanhe os momentos de diversão dos filhos e siga à risca algumas dicas simples de como escolher a lembrança ideal para eles, segundo a ONG e a SBP:

1 - Na hora de comprar um brinquedo, observe se as instruções são claras, objetivas e contam com ilustrações. Produtos importados devem trazer as mesmas informações exigidas para os nacionais, em português, bem como as marcas do Inmetro e do organismo de certificação. Vale lembrar que as opções comercializadas por ambulantes geralmente não estão de acordo com as normas de qualidade e segurança, expondo os pequenos a riscos.

2 - Você pode testar se o brinquedo e suas peças são muito pequenos para quem tem até 3 anos. Basta colocá-los em um tubinho de filme de máquina fotográfica, que possui diâmetro aproximado ao da garganta dos pequenos. Se o objeto couber, descarte-o, porque oferece chances de engasgamento.

3 - Quando selecionar os brinquedos, considere a idade, o interesse e o nível de habilidade da criança.

4 - Inspecione os brinquedos regularmente à procura de danos e potenciais riscos, como pontas afiadas e arestas. Caso haja problemas, conserte-os imediatamente ou mantenha os produtos fora do alcance da criança.

5 - Evite bexigas, porque estão entre os principais culpados por engasgamentos. Se realmente precisar usá-las, guarde-as fora do alcance dos filhos e supervisione-os durante toda a brincadeira. Não permita que as crianças as encham e tenha cuidado com os pedaços de bexigas estouradas, pois podem ser acidentalmente ingeridos. Após o uso, esvazie os balões de látex e descarte-os juntamente com eventuais pedaços.

6 - Risque da lista brinquedos com pontas e bordas afiadas, que produzem sons altos ou que apresentem projéteis, como dardos e flechas.

7 - Produtos com correntes, tiras e cordas com mais de 15 cm devem ser evitados para reduzir o risco de estrangulamento.

8 - Brinquedos elétricos podem causar queimaduras. Por isso, não os dê para crianças com menos de 8 anos.

9 - As baterias e pilhas contêm conteúdo corrosivo e podem causar sérios danos ao tubo digestivo (quando ingeridas) ou sufocação (quando aspiradas). Portanto, brinquedos que necessitam delas são destinados para maiores de 8 anos.

10 - Brinquedos dirigidos pela criança, como bicicletas, não devem ser usados próximos a escadas, rua, piscina, lago entre outros lugares que apresentem riscos.

11 - Ensine os filhos a guardar seus brinquedos após a diversão. Um local seguro para armazenamento previne quedas.

12 - Produtos para crianças maiores podem ser perigosos para as menores e devem ser guardados separadamente.

13 - Quando presentear seu filho com bicicletas, patins, patinetes e skates, não esqueça de dar também os equipamentos de segurança necessários (capacete, joelheira, cotoveleira, luvas e buzina).

14 - Os materiais utilizados na fabricação dos brinquedos devem ser atóxicos, resistentes e não-inflamáveis.

15 - Não dê brinquedos com vidros para crianças de até 5 anos.

E, lembre sempre que a criança adora construir seu próprio brinquedo, então... mãos à obra, que tal fabricar um carrinho junto com o seu filho, ou...uma boneca?
CUSTA BARATO E VOCÊS NÃO ESQUECERÃO DA EXPERIÊNCIA.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

A criança pequena e o movimento





Movimento para a criança pequena significa muito mais do que mexer partes do corpo ou deslocar-se no espaço. A criança se expressa e se comunica por meio dos gestos e das mímicas faciais e interage utilizando fortemente o apoio do corpo. A dimensão corporal integra-se ao conjunto das atividades da criança. O ato motor faz-se presente em suas funções expressivas, instrumental ou de sustentação às posturas e aos gestos.
Ao brincar,como as crianças da foto que fizeram um trem com as cadeiras, jogar, imitar e criar ritmos e movimentos, as crianças também se apropriam do repertório da cultura corporal na qual estão inseridas.
A diferenciação de papéis se faz presente sobretudo no faz-de-conta, quando as crianças brincam como se fossem o papai, a mamãe, o filhinho, o médico, o paciente, heróis e vilões, etc..., imitando e recriando personagens observados ou imaginados nas suas vivências. A fantasia e a imaginação são elementos fundamentais para que a criança aprenda mais sobre a relação entre as pessoas, o eu e os outros.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

ATENÇÃO ALUNOS DA VIZIVALI

Os alunos que concluíram o programa de capacitação para docentes oferecido pela Fa­­culdade Vizivali e pela empresa Inteligência Educacional e Sistemas de Ensino (Iesde) devem fazer o recadastramento dos seus dados pela internet (www.vizivali.edu.br). Os dados servirão para a complementação de carga horária necessária para validar os seus diplomas. De acordo com a Vizivali, o recadastramento estará aberto até o dia 20 de novembro. A validação será feita pelo Instituto Federal do Paraná com a complementação de 310 horas-aulas. A previsão é de que as aulas comecem em março de 2010, e os diplomas devem ser expedidos no segundo semestre do ano que vem.

ABORDAGEM PEDAGÓGICA DE REGGIO EMÍLIA

Os alunos com menos de seis anos de Reggio Emilia, cidade no norte da Itália, nunca levam para casa tudo o que produzem na escola. As esculturas menores decoram vitrines do comércio local. Quando grandes, ganham destino ainda mais nobre: são colocadas em espaços públicos. Os desenhos são requisitados para ilustrar guias de pontos turísticos. E até o Teatro Ariosto, o mais importante da região, escolheu um pano pintado coletivamente por eles para ser a cortina de seu palco principal.

Não, meu amigo, você não está diante de pequenos Michelangelos. Esses bambini tão talentosos sequer têm aulas de desenho - muito menos de pintura ou de escultura. Mas, na escola que freqüentam, o tempo não é dividido por disciplinas ou atividades. Lista de habilidades a desenvolver também não faz parte da rotina. No entanto, a criatividade e a qualidade dos trabalhos desenvolvidos fizeram com que essa maneira peculiar de ensinar fosse considerada, há dez anos, a melhor do mundo pelos consultores da revista norte-americana Newsweek. E, até hoje, nenhum outro sistema atingiu o mesmo posto.

Abordagem sim, método não

Os seguidores recusam a palavra método, pois afirmam que ela remete a procedimentos planejados para conquistar reações e aprendizagens predeterminadas. “Chamamos de abordagem, pois temos como princípio respeitar a maneira de cada um aprender e, para isso, precisamos estar atentos aos caminhos que eles mesmos propõem”, explica Ana Maria Barrucci, coordenadora do Centro de Pesquisa e Difusão. Com isso, quem procurar por um método Reggio Emilia não encontrará registro, mas irá se deparar com alguns princípios que podem ser incorporados e colocados em prática.

Um deles é a crença de que o aprendizado nunca será o mesmo se alguém deixar de dar a sua colaboração. Por isso, a curiosidade e os questionamentos de todos têm valor e são decisivos na escolha dos temas dos projetos de ensino. Eles surgem da fala dos pequenos, registrada atentamente pelos professores e estudadas pela equipe pedagógica. Por isso, uma mesma experiência não pode ser repetida com diferentes sujeitos com a finalidade de produzir os mesmos resultados.

A teoria que sustenta todo esse sistema, a Pedagogia da Escuta, foi sistematizada pelo educador italiano Loris Malagguzzi, que buscou fundamentos nos estudos em Educação e Neurociências dos anos 1960 e 1970 (leia o histórico no quadro ). “Além de estar atento à fala, é preciso estar disponível e ter sensibilidade para ouvir as cem, as mil linguagens, símbolos e códigos que as crianças usam para se expressar”, explica Carla Rinaldi, consultora científico-pedagógica de Reggio Emilia.

Somente muita atenção conseguiria transformar a adoração pela estátua de um leão em projeto pedagógico; a multidão encontrada nas praias durante as férias de verão ou a dúvida sobre o equilíbrio dos objetos em tema de estudo ou, ainda, a sombra de um desenho de passarinho na parede da escola... O filósofo inglês David Hawkins, em um artigo sobre essas escolas italianas, afirmou que lá não existe um currículo para ser coberto, mas vários para serem descobertos. Uma das poucas restrições aos professores é nunca dizer nada que os alunos não possam ver, distinguir ou opinar.
Registros detalhados

Para melhor escutar, os colegas de Reggio Emilia trabalham em dupla - são dois pedagogos por turma, não um profissional e um auxiliar ou estagiário. Anotar, fotografar, gravar e filmar são parte fundamental da rotina. Essa documentação será analisada pela equipe para a proposição de novas experiências. “São eles que lançam a bola. Nós devemos pegá-la e devolvê-la, de modo que queiram continuar brincando conosco, criando outros jogos enquanto terminamos o primeiro”, ilustra Ticiana Filippini, coordenadora dos educadores de Reggio Children.

Essa observação talvez seja um dos aspectos mais difíceis dessa abordagem, pela multiplicidade de trabalhos que surgem. Em uma turma de vinte alunos, podem existir quatro ou cinco projetos diferentes, desenvolvidos por grupos menores. Esses mesmos estudantes ainda exploram um segundo tema em dupla e trabalham com outras classes ou mesmo com toda a escola. E, apesar da profusão de atividades, cada tema deve ser trabalhado em profundidade. Nenhuma atividade termina em si mesma. A existência de várias etapas para concretizar um projeto leva o grupo a fazer conexão entre as experiências e a explorar diversas possibilidades.

O projeto Retrato do Leão, por exemplo, um dos expostos na mostra, começou com a adoração pela estátua do animal da praça vizinha à escola. Ao decidir retratá-lo, foi agendada uma visita ao local para observação da escultura e interação com ela. Foram tirados moldes de suas formas, feitos contornos de sua sombra e desenhos de diferentes ângulos - até imaginaram como o leão estaria “vendo” a praça. Na classe, hora de confeccionar máscaras e fantasias, experimentar a sensação de ser o próprio animal, perseguir os colegas e ser perseguido por eles, interagir com sua imagem usando filmes e slides. Ao mesmo tempo, os alunos desenvolveram projetos da representação do bicho usando argila e pintura.

Um projeto assumido por todos os estudantes da Escola Villeta foi a montagem de um parque para passarinhos, o Luna Park, pois eles haviam se penalizado com a falta de diversão para as aves da cidade. O esboço, a maquete e a montagem do projeto foram realizados somente depois da pesquisa em diversos moinhos e parques de verdade, para observar o funcionamento dos brinquedos que seriam criados, como a roda gigante e a fonte, entre outras atrações.

Linguagem visual

Aproximar-se da abordagem de Reggio Emilia significa descobrir tudo o que a linguagem visual pode oferecer. Não se estimula a ler e a escrever, mas isso não significa que a escrita não possa ser utilizada como mais uma das formas de expressão, quando houver necessidade. “A linguagem visual é espontânea na infância”, afirma Ana Maria Barrucci.

Por isso, em todas as unidades de Reggio Emilia existe um profissional formado em Arte que fornece diversas opções de técnicas e materiais. Eles são coordenados por Vea Vecchi, ganhadora do Prêmio Lego no ano passado, considerado o Nobel da Educação, o mesmo recebido nos anos 90 por Loris Malagguzzi.

Por que as produções têm tamanha qualidade e sofisticação? Ana Maria acredita que elas são fruto de um trabalho conjunto e do estímulo à observação: “A riqueza de detalhes está na soma da visão de vários indivíduos, que enxergam diferentes facetas da realidade a constróem coletivamente”.

Obs.: Matéria cedida pela Revista Nova Escola
Site: www.novaescola.com.br